Crise financeira: a UE reage
A crise que teve início nos EUA há cerca de um ano alastrou a todo o mundo, afectando instituições públicas e privadas, particulares e empresas. O crescimento económico registou um abrandamento acentuado e, pela primeira vez em vários anos, em alguns países da UE o desemprego aumentou.
Na UE, a crise desencadeou respostas a vários níveis. Governos nacionais, Banco Central Europeu e Comissão Europeia têm trabalhado em conjunto para proteger as poupanças dos cidadãos, manter um fluxo de crédito acessível aos particulares e às empresas e instaurar um sistema de governação mais fiável para o futuro.
Sob a ameaça de uma recessão mundial, a Comissão Europeia está a exercer pressão para que sejam rapidamente adoptadas as medidas propostas em Junho que visam ajudar as pequenas e médias empresas, responsáveis pela criação da maioria dos novos postos de trabalho na UE.
A Comissão pediu também ao Parlamento Europeu e aos 27 Estados-Membros da UE que adoptem rapidamente a proposta de directiva sobre os requisitos de fundos próprios das instituições financeiras, com vista a evitar riscos excessivos e a melhorar a supervisão dos bancos que operam em vários países da UE.
A Comissão está ainda a elaborar propostas para uma regulação mais estrita das agências de notação de crédito. Estas agências têm como função aconselhar os investidores sobre a segurança dos investimentos, mas foram incapazes de detectar alguns dos riscos que conduziram à crise actual.
Por último, reagindo a alegações de que os gestores bancários são pagos de forma claramente exagerada mas não são responsabilizados pelas suas más decisões de investimento, a Comissão está a analisar a questão da sua remuneração.
Da evolução recente, cabe destacar, a 18 de Outubro de 2008, o acordo sobre a organização de uma cimeira mundial sobre a crise a 15 de Novembro, em Washington.

