UE quer desenvolver automóveis ecológicos
A crise financeira mundial começa a atingir o sector automóvel europeu, o mais importante produtor de veículos do mundo: as vendas de automóveis registaram uma forte queda, o que obriga os construtores a reduzir a produção e a rever em baixa as suas previsões. Várias fábricas alemãs e francesas foram encerradas temporariamente, numa altura em que o espectro da recessão paira cada vez mais sobre a UE.
Face à actual turbulência económica, a Comissão reexamina a sua estratégia para este sector. A 29 de Outubro, realizou-se em Bruxelas uma conferência para fazer um primeiro balanço da situação, numa altura em que a UE debate uma proposta de legislação destinada a reduzir até 2012 num quinto as emissões de dióxido de carbono do parque automóvel para um nível de 130 g/km. Os participantes chegaram a acordo quanto ao objectivo de desenvolver automóveis ecológicos como forma de combater o aquecimento global, mantendo simultaneamente a competitividade do sector. Será criado um grupo de trabalho para promover os automóveis «limpos».
O tráfego automóvel é responsável por cerca de 12 % das emissões de CO2. Os participantes na conferência chegaram a consenso quanto ao facto de as medidas de redução das emissões não deverem incidir só nos veículos mas também nos combustíveis, nos condutores e nas estradas. Em sua opinião, em matéria de investigação, a prioridade deve ser dada às tecnologias mais promissoras como os automóveis híbridos, eléctricos ou a hidrogénio.
A Comissão apresentou em 2007 uma estratégia para o sector automóvel com o objectivo de reduzir os encargos administrativos, melhorar o acesso aos mercados não europeus, incentivar a inovação graças à investigação e tornar o transporte automóvel mais seguro.
Os construtores automóveis solicitaram à UE um empréstimo de 40 mil milhões de euros para os ajudar a desenvolver automóveis mais ecológicos. Esta ideia ganhou terreno na Europa, dado que os Estados Unidos aprovaram recentemente uma ajuda de 25 mil milhões de dólares (20 mil milhões de euros) a favor da indústria automóvel americana, sob a forma de empréstimos com juros reduzidos para financiar o desenvolvimento de automóveis com menor consumo de combustível.
A redução das emissões dos automóveis insere-se num pacote de combate às alterações climáticas que a Comissão espera vir a adoptar antes do fim do ano. Com esse intuito, apelou aos governos nacionais para que não deixem que a crise económica faça passar este pacote para segundo plano.
Vista como barómetro da economia europeia, a indústria automóvel representa cerca de 3% do PIB e 7,5% do sector transformador no seu conjunto. Emprega directamente mais de 2 milhões de pessoas e cria indirectamente, pelo menos, mais 8 milhões postos de trabalho.

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DoMelhor

1 opinião ↓
Timidamente os carros menos poluentes vão abrindo caminho.
Em todo o caso, parece-me importante, que este ,temporário, periodo de petróleo barato não venha abrandar significativamente o desenvolvimento de energias renováveis bem como de automóveis mais amigos do ambiente.
Esta ideia de ecologia não pode, porém, ser separada, da difusão de uma nova cultura de transporte, que motive as pessoas a usar de forma verdadeiramente prioritária os transportes públicos.
A situação a que chegamos com as cidades, grandes e pequenas, repletas de carros que impedem os transportes públicos de circular e até mesmo os piões de se deslocar em segurança, não é aceitável como solução de futuro.
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