A sustentabilidade da África Ocidental vista do PE
A ONU define a África Ocidental como a região mais ocidental de África, que inclui os seguintes países: Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, República da Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Togo, Mauritânia e Camarões.
Tendo em conta que muitos africanos emigram para a União Europeia em busca de melhores condições de vida, uma vez que os seus países de origem continuam a caracterizar-se, em grande medida, pela pobreza, pelo desemprego e pela instabilidade política, uma das possíveis soluções para estes problemas reside no desenvolvimento económico do continente africano, através da exploração sustentável dos recursos existentes.
Em Junho passado, o PE aprovou uma resolução sobre a coerência das políticas comunitárias e os efeitos da exploração pela UE de certos recursos naturais biológicos para o desenvolvimento na África Ocidental. O documento aponta para a adopção e execução de uma política que respeite a sustentabilidade dos recursos, mediante celebração de contratos públicos a nível da União Europeia, nacional e local. o texto exorta a Comissão e os governos dos países da África Ocidental a porem travão à pesca ilegal e a acompanharem e controlarem as unidades populacionais de peixes a fim de se superar o grave declínio dos recursos haliêuticos nos mares da África Ocidental. Além disso, insta a Comissão a analisar a questão e a clara relação que existe entre os níveis de migração de pessoas provenientes dos países da África Ocidental para a UE e o grave declínio dos recursos haliêuticos marítimos da África Ocidental.

