Energia e recursos naturais: como baixar os preços
Para satisfazer as suas necessidades energéticas, a Europa depende em 50% das importações (essencialmente de combustíveis fósseis). Segundo declarou o Comissário da Energia, Andris Piebalgs, na cimeira que decorreu em Djeddah (Arábia Saudita) no passado dia 22 de Junho, os preços do petróleo só poderão baixar se as forças da oferta e da procura no mercado forem controladas. Com vista a prosseguir esse objectivo, instou, por um lado, os países produtores a aumentarem a produção e a investirem mais na capacidade de produção e, por outro, os países consumidores a aumentarem a eficácia energética, a manterem altos níveis de reservas de emergência e a lutarem contra a especulação no mercado.
A principal prioridade da Comissão é assegurar a eficiência energética, tanto a nível interno como externo. A UE apresentou uma proposta de política integrada em matéria de energia e alterações climáticas por forma a colocar a Europa na via do futuro sustentável. A este propósito, recorde-se que o Parlamento europeu aprovou, na semana passada, o Terceiro pacote da energia, trazendo mais possibilidade de escolha, mais investimento e mais segurança no sector energético europeu. Uma questão central é a separação, por um lado, das actividades de fornecimento e produção, e, por outro, da gestão das redes de gás e electricidade, que deverá encorajar a concorrência e possibilitar mais investimento em infra-estruturas.

