Grupos de interesses em debate no PE
Amanhã, quinta-feira, o PE vai votar um relatório sobre as actividades dos representantes de grupos de interesses (lobistas) junto das instituições da União Europeia. A Comissão dos Assuntos Constitucionais do PE considera que um sistema puramente facultativo de registo, proposto pela Comissão Europeia, permitiria a representantes “menos responsáveis” evitar o respectivo cumprimento, pelo que apoia a criação de um registo comum obrigatório com “total transparência financeira”.
Esta posição, a ser aprovada, poderá alterar substancialmente as relações entre as instituições europeias e os cerca de 15.000 lobistas existentes.
Assista à transmissão do debate, em directo, no dia 8 de Maio, a partir das 09h00 (Horário da Europa Central), clicando aqui.
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2 opiniões ↓
Ora aqui está uma matéria interessante e pouco debatida em Portugal. Falamos em democracia participativa que se traduz no efectivo exercício da cidadania. A representação popular no Parlamento exerce-se, por tradição, no voto popular em associações políticas - os partidos políticos. Ora, o exemplo próximo passado tem demonstrado a deserção do povo ao mais nobre acto de democracia - o voto. Veja-se o número assustador de abstenção nas eleições, mais a nível nacional como regional e menos a nível autárquico.
A crise dos partidos politicos e sua incapacidade para mobilizar os cidadãos tem aqui um contraponto: a influência dos lobbies na formação das decisões políticas. E quem são eles? Os que estão por detrás torrente alucinante das medidas legislativas e opções de políticas?
Dos grupos de interesses na UE, havendo já uma lista, em nome da transparência fazem parte, grupos de grande poder económico, que traduzem a sua magistratura de influência, nem sempre no prestígio que detêm, outrossim, na capacidade poderosa de movimentarem “massas”= capital. Tal como se propõe no site europeu trata-se de uma:
“A questão democrática
Um lóbi ou grupo de interesses é uma organização ou grupo que tenta influenciar as decisões políticas tomadas, neste caso no seio da União Europeia. A sua existência não é univocamente aceite: se, para alguns, a existência destas organizações é necessária e decorre do processo democrático, para outros os lóbis são influências obscuras e ilegítimas, que favorecem os que dispõem de mais recursos para exercer a sua influência.”
Pois se todos sabemos que existem, do mal, o menos: que saibamos quem são! A bem da transparência… da ponta dos icebergues.
[...] Comissão da União Europeia lançou ontem o seu registo em linha dos representantes de interesses. Todos os representantes de interesses que procuram influenciar a elaboração das políticas e o [...]
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