PE reconsidera critérios de adesão ao euro
O PE pretende uma revisão dos critérios de entrada na zona euro e, em particular, um teste relativo à inflação, para analisar as diferenças de crescimento económico entre os novos membros da União Europeia, tendo em atenção os desenvolvimentos económicos conseguidos em 2006 a nível de crescimento e emprego, que resultaram na criação de 2 milhões de postos de trabalho. Tendo em conta a resolução elaborada pelo eurodeputado polaco Dariusz Rosati (Grupo Socialista), o PE considera que os novos Estados-Membros podem vir a enfrentar alguns desafios ao juntarem-se à zona euro, especialmente no que diz respeito ao critério de estabilidade dos preços, dado o risco de inflação.
Os eurodeputados apelam ao Conselho e à Comissão para examinar o critério de convergência, através de uma análise e de um debate político sobre a aplicação deste critério a novos candidatos da zona euro. O critério actual foi lançado em 1992. No entanto, realçam que o critério de convergência deve ser aplicado de acordo com o Tratado e, em qualquer dos casos, a competitividade da zona euro não deve ser questionada.
Os eurodeputados consideram que os Estados-Membros devem aproveitar esta tendência positiva para a redução do défice e aumento dos excedentes, assim como para melhorar a qualidade das suas finanças públicas.
Alguns dados a ter em conta:
Em 2006, o produto interno bruto (PIB) da zona euro aumentou 2,7%, em comparação com os 1,4% conseguidos em 2005, o que representa a melhor performance desde o ano 2000. Por sua vez, a inflação manteve-se nos 2,2%, inalterável desde 2005. Quanto á taxa de desemprego, desceu 7,6% no final de 2006, o valor mais baixo dos últimos 15 anos. Ainda em 2006, o euro emergiu como a segunda moeda mais importante nos mercados grossistas internacionais, atrás do dólar norte-americano. Na última semana, o euro conseguiu um novo recorde de transacção em relação ao dólar – 1 euro para 1,3787 dólares.
Em matéria de novas adesões, e após a decisão do Conselho Europeu no passado dia 21 de Junho, que contou com o apoio parlamentar, os ministros das finanças dos 27 Estados-Membros decidiram formalmente a 10 de Julho permitir a adesão de Malta e do Chipre à zona euro, estabelecendo as taxas de câmbio fixas e irrevogáveis para as moedas nacionais em relação ao euro. A libra cipriota foi fixada em 0.585247 para 1 euro, e a lira maltesa em 0.4293. De igual modo, está já prevista a adesão da Eslováquia para 2009.

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