UE: Dependência energética europeia
A União Europeia importa actualmente 50% da energia que consome e tudo indica que esta dependência energética continue a aumentar no futuro. Na semana passada, a Comissão dos Assuntos Externos do PE realizou uma audição que reuniu eurodeputados, peritos e representantes de diversas instituições, para debater os principais desafios energéticos da actualidade. No centro do debate estiveram as relações com as principais regiões fornecedoras de energia da União Europeia. Para a maior parte dos participantes na audição, o planeta enfrenta uma evidência inultrapassável: as alterações climáticas e a segurança energética são duas faces da mesma moeda, uma vez que a produção de energia tem um impacto directo no aquecimento do clima. As previsões para os próximos 25 anos apontam para um aumento de 50% no consumo de petróleo e nas emissões de CO2.
Acresce que a União Europeia está dependente da energia externa, designadamente do petróleo e do gás natural da Rússia e do Médio Oriente. Entretanto, o crescimento económico da China e da Índia obriga a uma nova organização geopolítica de consumos e necessidades energéticas.
Uma das conclusões do encontro foi a necessidade de falar a uma só voz na discussão dos assuntos energéticos, uma vez que “a energia é cada vez mais utilizada como um instrumento de política externa”.
Entre os cenários alternativos referidos pelos participantes na audição, destacam-se:
-Aumento da eficácia energética: redução da quantidade de energia necessária para um determinado serviço;
-Energia mais limpa e segura: desenvolvimento de energias renováveis;
-Diversificação das fontes de aprovisionamento;
-Criação de reservas para situações de crise, tal como já acontece com o petróleo.


1 opinião ↓
[...] política energética, para mim, é uma das principais da Europa do futuro, porque é uma política que responde a uma [...]