PE: Política europeia para a Energia
O impacto macroeconómico dos preços da energia foi analisado ontem, na última sessão plenária de Fevereiro do Parlamento Europeu. O PE adoptou um relatório incidente sobre o aumento dos preços e a dependência da importação de energia.
De acordo com o relatório do eurodeputado português Manuel António dos Santos (Grupo Socialista), da Comissão dos Assuntos Económicos, se não forem tomadas medidas concretas, a dependência da importação de energia por parte da UE aumentará dos actuais 50% para 71% em 2030. Por outro lado, o aumento do preço do petróleo encontra-se a um ritmo idêntico ao registado durante a década de 1970 e início da década de 1980, facto que também decorre do aumento da procura por parte da economia chinesa.
O relatório adoptado sugere diversas medidas:
- Investimento maciço em infra-estruturas e distribuição de energia durante os próximos anos para melhorar a eficiência energética;
- Uma estratégia global da UE destinada a excluir gradualmente os combustíveis fósseis do sector dos transportes e encorajar uma utilização progressiva das energias limpas;
- Realização do mercado único no sector energético, que continua a ser dominado, em grande parte, por um pequeno grupo de empresas, privadas ou públicas;
- Exortar a Comissão e o Conselho a elaborarem um plano detalhado para reduzir a dependência das importações de petróleo da UE e promover a passagem para as energias limpas;
- Aumento dos investimentos a favor da eficiência energética, que representam a forma mais económica de reduzir as emissões de CO2;
- Criação de um mecanismo integrado de emergência da UE para a segurança do abastecimento, com um aumento das reservas mínimas de petróleo da UE de 90 para 120 dias de consumo e uma reserva mínima de gás de, pelo menos, 90 dias, em caso de falha no fornecimento.

